Acesso vascular para hemodiálise
Introdução
* Temporário: CVC
* Permanente: FAV, enxertos, CVC
com cuff
* Acesso permanente ideal: fornece fluxo adequado, longo
tempo de duração, baixo índice de complicações: FAV
Cateter venoso - indicações
Temporário:
* IRA
* Necessidade de diálise por intoxicação
* Hemodiálise de urgência
* Problemas com o acesso vascular definitivo
* Plasmaférese
* Perda do método de diálise peritoneal
Permanente:
* Crianças pequenas
* Diabéticos com doença vascular grave
* Obesidade mórbida
* Múltiplos acessos vasculares prévios
* Cardiomiopatia grave
Cateter venoso - tipos
* Desenho da luz: D-duplo,
cilindros coaxiais
* Com cuff e sem cuff
* Impregnados com anti-sépticos
* Cateteres de silicone
Cateter venoso - localização
Femural:
* Inserção fácil, baixo risco
* Imobilidade, alto risco de infecção, alta recirculação
Subclávia:
* Confortável, uso prolongado
* Alto índice de estenose da veia, complicações na
inserção
Jugular:
* Baixo risco, uso prolongado
* Dificuldade na inserção
Cateter venoso - inserção
Complicações:
* Punção arterial
* Pneumotórax
* Hemotórax
* Embolia gasosa
* Hemorragia mediastinal
* Tamponamento cardíaco
* Lesão do plexo braquial
* Arritmias
Cateter venoso - cuidados
* Curativos
* Heparinização
* Banho:
- O local de
saída nunca deve ser imerso em água
- Preferência
pelo banho de chuveiro pouco antes de ir para a unidade de diálise
Cateter venoso - infecção
* Causa mais importante de perda do cateter
* Migração da flora da pele
* Colonização após bacteremia
* Gram positivos são mais comuns
Prevenção:
* Inserção asséptica e cuidado com os
cateteres
* Limitar a duração do uso
* ATB profilático
- Usados em
procedimentos que podem produzir bacteremia: procedimentos
dentários, colonoscopia
- Não são usados
rotineiramente antes da inserção
Diagnóstico
e tratamento
* Orifício externo: eritema, ATB por
até 14 dias, não precisa remover o CVC.
- Remover: sinais
sistêmicos, pus no interior do cateter, infecção recorrente, hemocultura
positiva
* Túnel: exsudato
purulento, dor, eritema.
- Remoção e ATB
por 14 dias
* Bacteremia:
febre, leucocitose, infecção do túnel e orifício são comuns mas podem estar
ausentes
- Em alguns casos
outras fontes de infecção podem estar presentes e devem ser tratadas e o
cateter pode ser mantido
- Se não há
evidências de infecção em outro local,
deve-se pressupor infecção do cateter e este deve ser retirado
- Colocação de
novo cateter: 48 horas após a remoção
- Cateter com cuff: podem representar a última forma de acesso à tentativa de salvamento do
cateter
Complicações:
* Endocardite
* Osteomielite
* Tromboflebite
* Abscessos espinhais
Cateter venoso - complicações
Disfunção
do cateter
* Trombo intracateter, cateter
mal posicionado
* Troca do cateter, trombolítico
* Prevenção: experiência do médico, cateter de silicone
tem menos disfunção posicional
Embolias:
* Coágulos aderentes ao cateter ou vaso
Estenose
venosa:
* Maior incidência com cateter rígido, edema do membro
* Tratamento: angioplastia, stent,
derivação
Acessos arteriovenosos
Avaliação
pré-operatória
* História: CVC prévio, MCP, ICC, AOP, DM, cirurgia prévia
ou trauma no braço
* Exame: PA em ambos os braços, teste de Allen, doppler portátil
FAV
* Anastomose subcutânea de uma artéria com uma veia
subjacente
* Excelente patência, baixa
morbidade, baixo índice de complicações, menos procedimentos
* Localização: rádio-cefálica, braquio-cefálica,
preferencialmente no braço não dominante
* Cuidados pós-operatórios: membro elevado, avaliar patência regularmente, exercícios regulares, maturação em 1
a 6 meses
Enxertos
* Confecção AV usando enxerto tubular sintético de politetrafluoretileno (PTFE)
* Vantagens: grande área de superfície, fácil canulação, curto tempo de maturação
* A longo prazo são inferiores às
FAV
* Configuração: retos ou alça, antebraço não dominante
* Cuidados pós-operatórios: mesmos das FAVs
* Maturação: 2-3 semanas
* Enxerto maduro: edema e eritema ausentes, fácil palpação
Acessos AV - canulação
* Anestesia tópica pode ser usada
* Calibre da agulha: iniciar com agulha fina e baixo
fluxo; posteriormente, usar agulhas maiores
* Orientação das agulhas
* Hemostasia: pressão direta
após remoção da agulha por pelo menos 10 minutos
Acessos AV - complicações
Estenoses
* Causa: proliferação mioentimal
na anastomose, lesão da agulha, turbilhonamento
* Importante causa de trombose (85%)
* Clínica: coagulação recorrente, difícil
canulação, dificuldade de hemostasia,
edema persistente, sub-diálise
* Avaliação: doppler
* Conduta: angiplastia, stent em estenose elástica ou recorrência rápida
Trombose
* Causas: estados pró-trombóticos,
Ht > 40%, técnica cirúrgica inadequada, baixo
fluxo, hipotensão
* Enxerto trombosado pode
infectar-se com poucos sinais locais
* Conduta: cirurgia, trombolítico,
trombectomia < 48 hs
Isquemia
ou edema da extremidade
* Isquemia da mão: roubo de fluxo
* Edema: aumento da pressão nas veias de drenagem
Pseudoaneurisma
* Resulta da hemostasia
inadequada e extravasamento de sangue
Infecção
* FAV:
- Mais raras, estafilocócicas, sinais locais de inflamação, ATB anti-estáfilo. Podem causar êmbolos sépticos
* Enxertos:
- 5-20% dos
enxertos, ATB profilático em procedimentos que podem causar bacteremia,
estáfilo e mais raramente G-, usar ATB contra G+ e
G-, ifecções graves indicam remoção do enxerto